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CENTÉSIMA CONCESSIONÁRIA IVECO É TAMBÉM A PRIMEIRA CONCESSIONÁRIA SUSTENTÁVEL

Depois de abrir 10 concessionárias por ano em média nos últimos cinco anos, a Iveco, a montadora de caminhões que mais cresce no Brasil, inaugura neste dia 1 de dezembro sua centésima concessionária no país. A Iveco Mercalf, que fica em Jundiaí (SP), é também a primeira concessionária sustentável – ou “verde” – do País. “Talvez a mais verde do mundo”, sugere Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America. “Não temos referências de outra casa com todas as características de sustentabilidade mostradas pela Mercalf”, explica. “Completar 100 concessionárias estrategicamente distribuídas por todo território nacional é um momento importante para a empresa e seus clientes, e chegar a este ponto unindo serviço e responsabilidade social é muito relevante como posicionamento de marca”. A Mercalf Jundiaí, localizada na rua Antonio Tavarnaro, foi erguida sob um conceito amplo de sustentabilidade, da ocupação do solo até as soluções de construção, da utilização econômica de energia ao reaproveitamento de água e outros materiais. Entre seus muitos destaques está o “telhado verde”, que recupera água de chuva e contribui para a redução da temperatura ambiente do show-room, reduzindo a necessidade de uso do ar-condicionado. Energia solar é usada para aquececer a água de lavagem dos caminhões, o que diminui o uso de produtos químicos na limpeza dos veículos. O sol também alimenta as baterias das luzes do pátio externo. Os uniformes dos empregados são feitos com uma porcentagem de fibras extraídas da reciclagem de garrafas PET. A concessionária “verde” foi erguida ao custo de R$ 12 milhões por iniciativa dos empresários Hélio e Cristina Cangueiro, que já são concessionários Iveco há 10 anos, com uma casa em Sumaré (SP). “Começamos pensando na acessibilidade dos portadores de necessidades especiais e avançamos com a idéia da sustentabilidade”, explica Cristina. “O projeto contagiou a todos e começamos a receber sugestões de funcionários e da Iveco”, conta ela.“Ficamos entusiasmados e exploramos todas as possibilidades”, afirma seu marido Hélio. “Ficou entre 10 e 15% mais cara que uma concessionária normal, mas valeu a pena”, diz ele.
Hélio e Cristina agora buscarão a certificação ambiental da concessionária. Enquanto isso, as muitas soluções já adotadas na Mercalf Jundiaí abrem o caminho para novas concessionárias sustentáveis Iveco no país “Vamos estudar as melhores práticas adotadas pela Mercalf e propor a adoção das mesmas aos outras casas da rede Iveco no Brasil”, informa Airton Vieira Pinto, presidente da Associação dos Concessionários Iveco (ANCIVE).

SUSTENTABILIDADE COMEÇA COM MENOS DESPERDÍCIO
O conceito da sustentabilidade esteve presente na construção da Mercalf Jundiaí desde o primeiro dia da obra, iniciada há um ano e meio. “Começamos pela menor geração possível de resíduos”, diz Cristina. A terra resultante do corte do talude lateral foi usada para compensar a grande inclinação existente no terreno original,de forma que todo o pisoda área da concessionária supera em um metro a altura nível da rua. “Assim dispensamos o uso de basculantes para tirar a terra daqui”, explica. Ao ser cortado, o talude recebeu, de imediato, degraus hidráulicos e vegetação para evitar desmoronamentos. “Foi a primeira coisa a ficar pronta”. Com técnicas modernas, foi uma construção “limpa”. As colunas de concreto de sustentação da área de oficina, por exemplo, foram construídas com tubulações de papelão ao invés do tradicional uso de armações de madeira (que ao final da obra é descartada). “O papelão é reciclável”, lembra Cristina. As formas para as estruturas de cimento ou foram alugadas ou feitas de madeira de origem certificada. “A madeira que foi enviada para fornos de olarias da região: virou combustível”. Com cálculo criterioso, comprou-se só o material necessario. No caso das ferragens, o resíduo final foi ínfimo, e o que sobrou foi usado na confeção artesanal de grades e ralos para as galerias pluviais. A área de funilaria, aos fundos do terreno, é recoberta com uma estrutura metálica de 500 metros quadrados reaproveitada de um prédio demolido. As paredessão de blocos de concreto pintados de branco. As tubulações de fiação, tomadas e acendedores de luz são aparentes. “Evitamos usar reboque e acabamento, o que não faz falta”.

O SOL COMO PARCEIRO SUSTENTÁVEL
Dentro do padrão visual da rede Iveco, o show-room tem área envidraçada projetadapara receber o máximo deincidência da luz solar matinal. “Jundiaí fica na região de maior insolação do estado de São Paulo e vamos nos aproveitar disso para reduzir o uso de luz elétrica”, comenta Cristina. Claraboias e telhas translúcidas foram utilizadas sempre que possível. Domus com ventilação também foram adotados para permitir a passagem constante do ar. Como insolação também resulta em calor, 200 metros quadrados da cobertura do show-roome da área administrativa da concessionáriaé do tipo “green roof”, ou telhado verde, que reduz em até 6° Celsius a tempertura no ambiente imediatamente inferior, exigindo menoruso do ar-condicionado. O “telhado verde” é um gramado construído sobre camadas de materiais orgânicos e minerais reciclados, que filtram e recolhem água de chuva, armazenada em cisternas para posterior utilização nos sanitários. O telhado verde ajuda ainda no isolamento acústico. Dentro do show-room há uma “parede verde”, uma espécie de gramado vertical com plantas ornamentais que consome apenas dois litros de água por dia (por meio de um sistema de gotejamento construído especialmente para irrigá-las). Além do grande apelo estético, ela também ajuda na redução da temperatura ambiente e na manutenção da humidade natural do ar. Células fotovoltáicas fornecem a energia para os postes de iluminação do páteo externo. Painéis solaressão usadospara o aquecimento da água do vestiário dos empregados, onde foram instalados chuveiros “híbridos”, solar-elétrico. “Ao abrir a torneira, primeiro vem a água aquecida pelo Sol e, à medida em que ela for se esgotando, um termostato aciona a energia elétrica para o final do banho”, comenta Cristina.
Água quente oriunda de painéis solares também são usadas nalavagem de caminhões, pois a água aquecidaé melhor para quebrar moléculas de gordura e dissolver impurezas na carroçaria dos caminhões. Espera-se uma redução de mais de 10% no volume de água utilizada por veículo. “A economia pode chegar até 600 litros de água/dia”, calcula Cristina. “Além disso, cai em até 50% a necessidade de desengraxantes e outros produtos químicos para completar o serviço”.

UM CUIDADO ESPECIAL COM A ÁGUA
Embora o terreno possua dois poços com grande vazão, a água foi objeto de grande preocupação dos empresários Cangueiro. “A idéia é não desperdiçar nenhuma gota”, reflete Cristina. O terreno de 15 mil metros quadrados foi totalmente recoberto por blocos intertravados e concregrama (forma de concreto vazada com grama), instalados sobre uma camada flutuante de areia que permite absorção natural da água da chuva, evitando a impermeabilização do solo e a sobrecarga de galerias fluviais públicas. O telhado da área de oficina, de grandes dimensões, tem calhas dedicadas para o recolhimento da água de chuva, acumulada em uma caixa d’água de 15 millitros não-potável, para a lavagem de pátios, caminhões, reuso em bacias sanitárias e irrigação dos jardins. “Quando alguém para para pensar e percebe que uma concessionária gasta milhares de litros de água por dia pode-se entender a necessidade da economia”. Todas as torneiras tem sistema de temporizador, com o que é possível economizar 20% em relação à torneira comum. Além disso, reduz-se as chances de uma torneira ficar aberta. “Uma torneira pingando durante um mês pode gastar milhares de litros de água por mês”.Por sua vez, as bacias sanitárias (que representam entre 50% a 70% do total de água utilizada para o consumo humano em prédios comerciais) tem caixas de descarga de dois fluxos (de três ou seis litros), o que economiza até 40% em volume de água.

PROJETO AVANÇOU COM SUGESTÃO DE EMPREGADOS
Soluções exigidas pela legislação ambiental em vigor, como o separador de água e óleo(conhecidos simplesmente como SAO), foram naturalmente previstas deste o momento em que a idéia da concessionária sustentável começou a nascer. Com o SAO, por exemplo, o óleo e a graxa que contaminam a água de lavagem de veículos, de oficinas e de máquinas são separados da água. Esse resíduo é armazenado e já tem destino certo: uma empresa que o utiliza para a produção de mantas asfásticas (como a utilizada, por exemplo, na base de isolamento do “telhado verde”). “Porém, à medida em que avançamos com a obra, iam surgindo sugestões de todos os lados e conseguimos fazer mais com a ajuda de todos”, comenta Cristina, revelando que o projeto entusiasmou todos os empregados da empresa. Muitas das idéias surgidas neste processo foram adotadas. Uma delas é o uso de portas feitas de madeira de reflorestamento. Outra é a adoção de uniforme dos empregados feitos com um tecido que tem em sua composição uma porcentagem de fibras oriundas da reciclagem de garrafas PET. Mais uma ainda é a adoção, para cada funcionário, de uma caneca de cerâmica para o consumo de água, o que vai reduzir drasticamenteo uso de copos plásticos. Árvores frutíferas (banana, laranja, limão e manga) serão usadas no paisagismo. “Até o convite para a festa de inauguração entrou neste espírito: ele é feito de papel com semente, que plantado gera uma flor”, informa Cristina. “Para quem começou pensando apenas na acessibilidade, chegamos longe na sustentabilidade”. Em tempo: a Mercalf Jundiaí conta com rampas de acesso, elevador especial, banheiros adaptados com barras de apoio para cadeirantes, chão com auto-relevo e sinalizadores de portas no para deficientes visuais e muitas outras soluções já tradicionais neste universo de atenção. “Temos um filho com necessidades especiais e foi pensando nisso que chegamos tão longe. Estamos felizes e orgulhosos”, conclui Cristina Cangueiro.

Iluminação de Led com bateria solar- De acordo levantamentos realizados por empresas fornecedoras do setor de iluminação, as lâmpadas de led produzem mais luz com menos energia e ainda têm uma duração maior do que os outros tipos de lâmpadas. Ela dura 50 mil horas, sendo que uma florescente pode funcionar em média 10 mil horas e a incandescente apenas 1 mil horas. Isso se traduz em uma economia financeira, mas principalmente em consciência ecológica, que é o objetivo da Mercalf com essa nova loja.