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Iveco inaugura Centro de Operaçoes de Peças
A Iveco dá continuidade à sua expansão no Brasil ao colocar em funcionamento, em Sorocaba (SP), o novo Centro de Operações de Peças Iveco (COPI). Com 10 mil m² de área construída e 100 mil m3 para o armazenamento de peças, o COPI foi construído para atender o cliente Iveco com “a peça certa, na qualidade certa, no lugar certo, no tempo certo”, conforme preconizado pelo World Class Logistics (WCL) do Grupo Fiat. Ao todo, foram gastos R$ 30 milhões no COPI. “Com esse investimento, vamos garantir um serviço ainda melhor e mais competitivo aos nossos atuais e futuros clientes”, explica Maurício Gouveia, diretor de Pós-Venda da Iveco na América Latina.

O projeto começou em 2007, quando a Iveco iniciou seu plano de expansão no País, com a previsão de um rápido crescimento de vendas. “E foi exatamente o que aconteceu”. Dos cerca de 62 mil veículos Iveco em circulação no Brasil, cerca de 30 mil (ou 42%) foram comercializados entre janeiro de 2007 e dezembro de 2009. Isso também significa que a frota Iveco no País cresceu praticamente 100% desde dezembro de 2006. “Nosso crescimento vai continuar e estamos prontos para acompanhá-lo”, prevê Gouveia. “E se for preciso, podemos facilmente ampliar a unidade, pois ela foi construída dentro de um sistema modular”.
Com o COPI, a Iveco começa a usar um novo software de gestão chamado, Commom Spare Parts System (CSPS), adotado mundialmente pelo Grupo Fiat e que controla totalmente a movimentação da peça no armazém, da sua entrada à sua saída. Outro software, o Click, garante controle em tempo real de estoque, administrando variáveis como a diferente aceleração de vendas dos vários modelos de caminhões da Iveco.

A Iveco movimenta hoje aproximadamente 37 mil part numbers diferentes, número que tende a crescer, porque a empresa tem lançado duas novas famílias de produtos por ano e cada novo produto significa a entrada de cerca de 4.500 novos part numbers. “Estamos prontos para o aumento do número e do fluxo de peças”, garante Gouveia.

O COPI nasceu da parceria da Iveco com a CNH, também do Grupo Fiat, que acaba de inaugurar uma nova fábrica de máquinas agrícolas e de construção em Sorocaba. A Iveco ocupa uma parte do galpão de distribuição de peças e a sinergia entre Iveco e CNH inclui administração, segurança, alimentação, controle de portarias, etc. “Dobramos de tamanho sem aumento de custo operacional”, afirma Gouveia. “E como reduzimos nossos custos, podemos ser mais competitivos. E isso é outro benefício para o cliente”.

Outro exemplo de eficiência é a agregação de carga e o despacho conjunto de peças, com a gestão das rotas e das transportadoras. “Ganhamos em agilidade e também em sustentabilidade com a utilização racional dos serviços de logística que atendem a ambas as empresas”.

Aliás, o complexo industrial onde funciona o COPI foi projetado dentro do conceito do “edifício verde”. No lugar do asfalto, cuja fabricação causa grande impacto ambiental, que impermeabiliza o solo e cria o efeito de ilha de calor, foram utilizados blocos de concreto que permitem a absorção de chuva pelo solo. Um sistema que recupera águas de chuva para uso em vasos sanitários, na jardinagem e no sistema anti-incêndio, o que diminui em 30% a necessidade de água. O teto do depósito é feito de material translúcido, que diminui a necessidade de energia elétrica em até 15%.

 

SISTEMA INFORMATIZADO AUMENTA EFICIÊNCIA
 

Dentro do conceito do World Class Logistics e com a ajuda do software Commom Spare Parts System (CSPS), o COPI já está em operação plena desde março de 2010, quando foi finalizada a migração das operações do antigo centro de peças da Iveco em Diadema (SP), de 5 mil m², que foi fechado. A expedição média da Iveco gira hoje em torno de 25 mil linhas (80 mil peças) e 135 toneladas por mês, três vezes mais do que a média mensal de dezembro de 2006. As peças vêm de 150 fornecedores brasileiros e alguns itens são importados dos centros de distribuição da montadora localizados na Europa e Argentina. Em paralelo aos processos de importação, a Iveco implantou forte estratégia para acelerar as nacionalizações das peças.
 

No COPI, o trabalho é totalmente informatizado, desde o recebimento das peças (in-bound) até sua saída (out-bound). Ao chegar, a peça tem seu código de barras lido por pistolas de radiofrequência. O sistema imediatamente faz o registro físico e contábil da peça, atualiza o inventário, indica onde ela deve ser armazenada. Ela é também colocada à disposição para venda. Quando a Iveco recebe o pedido de um concessionário, o sistema localiza a peça, dispara a ordem de coleta, registra a retirada da peça do estoque, dá baixa contábil e emite a nota fiscal. Gera, ainda, a documentação de transporte.

Os concessionários colocam seus pedidos em um portal, no qual acompanham o faturamento, a expedição e o tempo de trânsito das peças. “O atendimento imediato e completo dos pedidos já passou de 96%, que é um número de liderança, e estamos melhorando a cada dia”, diz Gouveia. “Além disso, os erros de embarque estão abaixo de 0,25%, o que é indicador de qualidade mundial”. Pedidos de emergência são atendidos em até 24 horas, enquanto os pedidos de estoque da concessionária são embalados e prontos para o despacho em até 48 horas.
 

O software CSPS tem um módulo que analisa continuamente o histórico de pedidos e identifica mudanças ou tendências de demanda. O aumento de vendas de certo modelo, por exemplo, pode determinar maior quantidade dessa peça em estoque. E isso modifica os pedidos aos fornecedores. Essa flexibilidade é fundamental para a qualidade do atendimento, uma vez que estão envolvidos milhares de part numbers.
 

A adoção de softwares modernos permitiu à Iveco adotar também modernas tecnologias de logística de distribuição de peças, como o carrossel de armazenamento de itens de grande frequência de saída (normalmente peças pequenas, como parafusos, por exemplo). Trata-se de uma torre com 10 metros de altura que funciona como se fosse uma roda gigante, tendo prateleiras no lugar das cadeiras. Com capacidade de armazenamento de 1.500 part numbers e localizado perto da área de despacho, o equipamento (raro no Brasil) aumenta muito a eficiência dos separadores e agregadores de carga.