A Iveco recebeu o Ministro da Defesa Nelson Jobim dia 15 de agosto no Complexo Industrial Integrado de Sete Lagoas (MG). Acompanhado por militares e generais do Alto Comando do Exército brasileiro, o ministro conheceu o projeto VBTP-MR (viatura blindada de transporte de pessoal) que está sendo desenvolvido pela Iveco em conjunto com o Exército. Participaram do evento o general Enzo Peri, comandante do Exército, general Darke Nunes Figueiredo, general José Mário Facioli, general Waldemir de Nardi, Cledorvino Belini, presidente do Grupo Fiat, Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America, Alberto Mayer, diretor de relações institucionais da Iveco, Marco Piquini, diretor de comunicação Iveco e Pietro Borgo, diretor geral da Iveco Defence.
A Iveco venceu em 2007 licitação para desenvolver o projeto do novo blindado nacional. A montadora participou de concorrência pública que contou com a participação de diversas empresas e sua experiência neste setor, por intermédio da Iveco Defence, foi determinante para a escolha da empresa. A Iveco projeta e desenvolve veículos de uso militar para as forças armadas da Itália e de vários outros países do mundo.
De acordo com Alberto Mayer, diretor de relações institucionais da Iveco, “o plano é que os primeiro veículos estejam prontos para operar em quatro anos”. O cronograma básico após a assinatura do contrato, agosto de 2007, é de dois anos para apresentação do projeto e construção do protótipo, 12 meses para testes e, no quarto ano, a produção de um lote de 16 unidades. O projeto da blindagem será realizado em 14 meses em paralelo ao desenvolvimento da VBTP-MR.
O novo modelo tem a missão de substituir a atual frota de blindados do exército brasileiro. O VBTP-MR é um carro de combate blindado de 25 toneladas, anfíbio, aerotransportável, com tração nas seis rodas e capacidade de transporte de tropas de infantaria em áreas de combate de até 10 soldados e um motorista.
Além das especificações de ordem militar, o novo veículo foi projetado tendo em vista a facilidade de manutenção e disponibilidade de peças de reposição no mercado nacional, com índice de nacionalização superior a 60%. As análises técnicas e operacionais ficarão a cargo do centro de avaliações do Exército.